sábado, 3 de agosto de 2013

Suplementos alimentares para atletas: Whey e Creatina – uma breve revisão.




Excerto de um pequeno artigo de revisão (limitado a 3000 palavras) que escrevi no âmbito académico.
Estes suplementos são amplamente usados por atletas profissionais e recreacionais. Mas afinal o que sabemos sobre eles?







O uso de suplementos alimentares para atletas continua a aumentar a uma escala mundial. Só nos EUA, as vendas atingem valores que rondam os 30 biliões de dólares anuais. O seu uso transcende barreiras culturais levando assim, a que se possam encontrar suplementos alimentares para atletas em qualquer país do mundo, independentemente da sua religião, sistema político ou situação económica. A principal razão para este aumento exponencial de consumo, prende-se com a preocupação generalizada das populações com o exercício físico e desporto, nomeadamente: optimização da performance, razões estéticas e prevenção de doenças crónicas relacionadas com transtornos metabólicos e nutricionais, como por exemplo, diabetes, artrite, e doenças cardiovasculares.

Como corolário desta realidade, são publicados anualmente centenas de trabalhos científicos no âmbito da suplementação alimentar para atletas. Em consequência da velocidade e quantidade de informação presente nestes trabalhos, torna-se premente a elaboração de um artigo de revisão que permita sistematizar e compilar com espírito crítico os conteúdos destes estudos. É neste sentido que nos propusemos efectuar este trabalho, analisando criticamente toda a literatura referente a 2 suplementos alimentares para desportistas, disponível nos motores de busca NCBI/Pubmed/Medline.

Embora a evidência seja ainda escassa no que toca a vários ergogénicos, os resultados parecem demonstrar que alguns suplementos podem realmente oferecer benefícios aos desportistas, com boa margem de segurança. Convém contudo frisar, que em muitos casos a evidência é escassa para a sua eficácia, e a sua segurança para os atletas desconhecida.




Enquadramento legal



Os suplementos alimentares são considerados géneros alimentícios comuns, apesar de possuírem uma forma de apresentação doseada (1). Por esse facto, tal como para todos os alimentos, os suplementos alimentares, de acordo com o Decreto-Lei n º 560/99 de 18 de Dezembro e o Decreto-Lei nº 136/2003 de 28 de Junho, não podem atribuir propriedades profilácticas, de tratamento ou cura de doenças, nem fazer referência a essas propriedades, ao contrário dos medicamentos (1).

Destinam-se a complementar e/ou suplementar o regime alimentar normal não devendo ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado.

Constituem fontes concentradas de determinadas substâncias, nutrientes, ou outras com efeito nutricional ou fisiológico, estremes ou combinadas (1). Podem conter um leque bastante variado de substâncias, nutrientes e outros ingredientes, designadamente vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos gordos essenciais, fibras e várias plantas e extractos de ervas (1).
A lista de vitaminas e minerais constantes do anexo I do Decreto-Lei nº 136/2003, sob as formas enunciadas no anexo II do referido diploma, já não se aplica. O Regulamento (CE) N.º 1170/2009 da Comissão, de 30 de Novembro de 2009, que entrou em vigor no dia 22 de Dezembro do mesmo ano, contém uma nova lista de vitaminas e minerais e das formas como se podem apresentar nos géneros alimentícios (1).
Outras substâncias que não vitaminas e minerais, para serem utilizadas como ingredientes de suplementos alimentares têm de ter um uso alimentar significativo na União Europeia antes de 15 de Maio de 1997 (1). Caso contrário são considerados novos ingredientes e só poderão ser colocados no mercado após avaliação no âmbito do regulamento dos novos alimentos – Reg. nº 258/97. É da responsabilidade do operador económico garantir que os ingredientes presentes nos suplementos alimentares não são novos ingredientes (1).




A nutrição desportiva e a sua importância nos mercados ocidentais



Já no ano de 1999 nos EUA, de acordo com o relatório apresentado pelo Research Triangle Institute Center for Economics Research à FDA (food and drug administration) a venda de suplementos para desportistas foi estimada em cerca de 927 milhões de dólares/ano (2). Em 2001, o peso da indústria de nutrição foi avaliado em 53 biliões, dos quais 18.5 biliões foram classificados como alimentos funcionais e 17.7 biliões como suplementos alimentares em geral (2). As vendas, só em torno da nutrição desportiva foram estimadas em 1.7 biliões e as das refeições dietéticas em 2.3 biliões (2). Em média a indústria de nutrição cresceu 10% anualmente (2), ficando assim bem patente a importância social e financeira deste ramo de negócio na vida e economia ocidental.


Com base na literatura disponível e de forma a tornar este artigo pouco extenso, foram apenas abordados os suplementos mais usados pelos desportistas: Whey (soro de leite) e creatina.




Whey



O Whey, também conhecido em português como soro de leite, é constituído pelas fracções proteicas: β-lactoglobulina, α-lactalbumina, lactoferrina, albumina do soro bovino e glicomacropéptido (3). Como subproduto do fabrico do queijo ainda podemos encontrar imunoglobulinas e lactoperoxidases (3). O whey pode ser processado de forma a originar soro concentrado (cerca de 80% de concentração proteica), isolado (cerca de 90%) e hidrolisado (pré-fraccionado por enzimas hidrolíticas) (3,4). Sabemos que as proteínas do soro representam cerca de 20% das proteínas do leite, sendo estas de elevado valor biológico (3,4).

Pensa-se que este suplemento poderá ter uma possível acção antimicrobiana, pela capacidade da lactoferrina sequestrar ferro a diversas estirpes bacterianas (5). A lactoferrina poderá ainda diminuir a permeabilidade intestinal de determinadas bactérias (6) e vírus (7,8) ao mesmo tempo que as lactoperoxidases poderão eliminar microorganismos por actividade enzimática, auxiliando as células do sistema imunitário na produção de espécies reactivas de oxigénio (9).

Acredita-se que muita da acção moduladora do whey estará ligada à presença da L-cisteína e do L-glutamato, por estes serem fundamentais na síntese de glutamilcisteína e consequentemente glutationa (10,11). As proteínas do soro elevam assim os níveis de glutationa nos monócitos, levando a uma forte acção antioxidante e imuno-moduladora (11).
De acordo com a literatura científica de referência, a ingestão de soro de leite deverá andar em torno de 10 a 25g imediatamente após o treino (12). Quando utilizado para fins terapêuticos, é geralmente tomado entre as refeições ou ao pequeno-almoço (11,12).


Slide do curso de Nutrição Desportiva - Tudor Bompa Institute, 2013
Filipe Teixeira, todos os direitos reservados






Slide do curso de Nutrição Desportiva - Tudor Bompa Institute, 2013
Filipe Teixeira, todos os direitos reservados




Efeitos ergogénicos - Investigação



Os estudos parecem demonstrar que tanto o whey como a caseína (outra fracção da proteína do leite) aparentam ter efeitos ergogénicos (13,14). Parece também que o whey poderá ser preponderante na síntese proteica (15), promovendo a hipertrofia muscular (16), pelo seu elevado conteúdo de leucina que estimula a cascata de transdução do gene mTORc (17,18). Em cobaias, este suplemento parece ter efeitos benéficos no cancro da mama (19) sendo os mesmos resultados mostrados in vitro por um grupo de cientistas portugueses (20).

Note-se que a lactoferrina apenas representa 1 a 2% da proteína do whey (e este apenas representa cerca de 20% da proteína total do leite) (3), por esta razão e apesar de promissores os resultados em relação ao cancro da mama (19,20), não se deverá extrapolar que o whey é anticancerígeno e ainda menos que o leite o poderá ser.




Reacções adversas/interacções

Os suplementos de whey não deverão ser obviamente ingeridos por indivíduos sensíveis/intolerantes às proteínas do leite (12). Existe alguma evidência de que o whey poderá aumentar a acne em indivíduos sensíveis, contudo esta hipótese ainda carece de confirmação experimental (21). Desconhecem-se interacções entre o whey e qualquer medicamento ou suplemento alimentar (12).





Creatina



A creatina também conhecida por N-(aminoiminometil)-N-metil-glicina, é um aminoácido não proteico que podemos encontrar maioritariamente em produtos de origem animal (22,23). É sintetizada no organismo (rins, fígado e pâncreas), a partir dos aminoácidos L-arginina, glicina e L-metionina sendo metabolizada nos tecidos em fosfocreatina (Pcr), sendo esta última um composto altamente energético e uma das maiores fontes energéticas disponíveis no organismo (22,23). A creatina presente nos suplementos é sintética, sendo sólida e hidrossolúvel (24). Durante exercícios explosivos (dos 0 aos 15s) a energia fornecida para re-fosforilação do ADP em ATP é em grande parte dependente da quantidade de Pcr armazenada no músculo (22,23,25).

O corpo pode repor os níveis de creatina a partir de 2 vias: ingerindo alimentos ricos neste aminoácido (carnes vermelhas) ou sintetizando a mesma utilizando os 3 aminoácidos mencionados anteriormente (26). É comum aos vegetarianos apresentarem baixos níveis de reservas de creatina (27). As carências na síntese de creatina endógena, levam a que muitos indivíduos dependam, quase exclusivamente, da creatina dietética para manterem concentrações normais deste aminoácido (28). Em teoria, a suplementação com creatina poderá melhorar a performance em exercícios de curta duração/alta intensidade (29,30).

Os protocolos para o uso de creatina, consistem numa “fase de carga” de 5 a 7 dias em que se consumirá 0.3g/kg.dia-1 (31,32). Alguns estudos mostram que o protocolo anteriormente descrito pode elevar as reservas de Pcr em 10 a 40% (32). Após esta “fase de carga” apenas são necessários 3-5g diários para manter as reservas de Pcr elevadas (31,32). Alguns estudos avançam a possibilidade da “fase de carga” ter apenas 3 dias, sobretudo se a creatina for ingerida em conjunto com proteínas ou hidratos de carbono (31). Outra alternativa será a ingestão de 3g/dia de creatina durante 28 dias (31).







Slide do curso de Nutrição Desportiva - Tudor Bompa Institute, 2013
Filipe Teixeira, todos os direitos reservados





Efeitos ergogénicos – investigação



Existe um corpo de evidência científica que suporta a utilização da creatina como ergogénico. A sua suplementação como ergogénico no endurance parece ainda dúbia (33,34), contudo a sua utilidade em desportos de força parece quase indiscutível (35–38). De uma forma genérica e recorrendo novamente à literatura de referência, os efeitos ergogénicos da creatina estão fortemente ligados à elevação das reservas de glicogénio e creatina, tendo este aminoácido demonstrado a capacidade de manter a massa muscular/peso corporal em atletas (24).

Excluindo a aplicação no desporto, a creatina tem sido usada nas mais diversas patologias com resultados bastante promissores, na doença de Parkinson (39), doença de McArdle (40), esclerose lateral amiotrófica (41) e doenças neuro-degenerativas em geral (42).


Reacções adversas/interacções


Tendo em conta a popularidade deste suplemento, o mesmo já foi suspeito de várias reacções adversas:

A) Confirma-se o aumento de peso com este suplemento (43–45).

B) Não se confirma a inibição da síntese creatina endógena (46,47).
C) Não se confirma afectação da função renal e hepática (48–50).



Note-se que em indivíduos com insuficiência renal ou síndrome nefrótico, a suplementação com creatina deve ser feita sob supervisão médica (12,51).


Nesta curta abordagem, por limitações manifestamente editoriais, apenas incidimos sobre os suplementos mais populares, claramente aqueles que também aparentam ser mais eficazes. Vários suplementos apresentam fraca evidência que suporte a sua utilização da parte dos atletas (52–54), havendo sempre a questão da contaminação (acidental ou não) dos mesmos (55).

Quando olhamos para a temática dos suplementos alimentares, não se trata apenas de analisar a sua aparente eficácia no imediato, requerem-se estudos de toxicidade crónica onde se incida muito mais sobre a farmacodinâmica e não tanto sobre a farmacocinética dos mesmos.
No que toca à utilização dos dois suplementos aqui mencionados, efectivamente a evidência parece consistente.
Uma revisão mais alargada seguramente não falharia em demonstrar as diversas lacunas inerentes a diversos suplementos alimentares (segurança, eficácia), pelo que aguardaremos com expectativa e espírito crítico a publicação desses trabalhos.


Cumprimentos,
Filipe Teixeira
Director Of Nutrition-Tudor Bompa Institute International
The Tudor Bompa Institute, Portugal 
Direcção Técnica-Body Temple, Lda



As opiniões aqui contidas apenas reflectem a opinião do autor e não necessáriamente da empresa Body Temple Lda/Tudor Bompa Institute. Consulte sempre o seu médico ou profissional de saúde antes de enveredar por qualquer suplemento, plano alimentar ou tratamento.

Bibliografia:

1. GPP. Suplementos alimentares [Internet]. 2012 [cited 2013 Jun 2]. p. 1. Available from: http://www.gpp.pt/regalimentar/supalimentares.html

2. Foods ANN. Facts and stats [Internet]. 2003 [cited 2013 Jun 2]. Available from: www.nnfa.org/facts/

3. Hurley W. Milk Protein. Rijeka: Intech Prepress; 2012.

4. Lönnerdal B. Nutritional and physiologic significance of human milk proteins. The American journal of clinical nutrition. 2003 Jun;77(6):1537S–1543S.

5. García-Montoya I, Salazar-Martínez J, Arévalo-Gallegos S, Sinagawa-García S, Rascón-Cruz Q. Expression and characterization of recombinant bovine lactoferrin in E. coli. Biometals an international journal on the role of metal ions in biology biochemistry and medicine. 2012;

6. Kruzel ML, Harari Y, Chen CY, Castro GA. Lactoferrin protects gut mucosal integrity during endotoxemia induced by lipopolysaccharide in mice. Inflammation. 2000;24(1):33–44.

7. Levy JA, Landay A, Lennette ET. Human herpes virus 6 inhibits human immunodeficiency virus type 1 replication in cell culture. Journal of Clinical Microbiology. 1990;28(10):2362–4.

8. Zheng Y, Zhang W, Ye Q, Zhou Y, Xiong W, He W, et al. Inhibition of Epstein-Barr Virus Infection by Lactoferrin. Journal of innate immunity. 2012;

9. Cankaya M, Sişecioğlu M, Bariş O, Güllüce M, Ozdemir H. Effects of bovine milk lactoperoxidase system on some bacteria. Prikladnaia Biokhimiia I Mikrobiologiia. 2010;46(1):64–8.

10. Lands LC, Grey VL, Smountas AA. Effect of supplementation with a cysteine donor on muscular performance. Journal of Applied Physiology. Am Physiological Soc; 1999 p. 1381–5.

11. Marshall K. Therapeutic applications of whey protein. Alternative medicine review a journal of clinical therapeutic. 2004;9(2):136–56.

12. Hendler S. PDR for nutritional supplements. 2nd ed. New Jersey: Thomson Reuters; 2008.

13. Sundell J, Hulmi J RJ. [Whey protein and creatine as nutritional supplements]. Duodecim. 2011;127(7):700–5.

14. Tipton KD, Elliott T a, Cree MG, Aarsland A a, Sanford AP, Wolfe RR, et al. Stimulation of net muscle protein synthesis by whey protein ingestion before and after exercise. Am J Physiol Endocrinol. 2007 Jan;292(1):E71–E76.

15. Witard OC, Jackman SR, Kies AK, Jeukendrup AE, Tipton KD. Effect of increased dietary protein on tolerance to intensified training. Medicine and science in sports and exercise. 2011 Apr;43(4):598–607.

16. Farup J, Rahbek SK, Vendelbo MH, Matzon A, Hindhede J, Bejder A, et al. Whey protein hydrolysate augments tendon and muscle hypertrophy independent of resistance exercise contraction mode. Scandinavian journal of medicine science in sports. 2013;1–11.

17. Farnfield MM, Breen L, Carey KA, Garnham A, Cameron-Smith D. Activation of mTOR signalling in young and old human skeletal muscle in response to combined resistance exercise and whey protein ingestion. Applied Physiology Nutrition and Metabolism. NRC Research Press; 2012;37(1):21–30.

18. Farnfield MM, Carey KA, Gran P, Trenerry MK, Cameron-Smith D. Whey protein ingestion activates mTOR-dependent signalling after resistance exercise in young men: a double-blinded randomized controlled trial. Nutrients. 2009;1(2):263–75.

19. Eason RR, Till SR, Frank JA, Badger TM, Korourian S, Simmen FA, et al. Tumor-protective and tumor-promoting actions of dietary whey proteins in an N-methyl-N-nitrosourea model of rat mammary carcinogenesis. Nutrition and Cancer. 2006;55(2):171–7.

20. Duarte DC, Nicolau A, Teixeira JA, Rodrigues LR. The effect of bovine milk lactoferrin on human breast cancer cell lines. Journal of Dairy Science. 2011;94(1):66–76.

21. Melnik BC. Evidence for Acne-Promoting Effects of Milk and Other Insulinotropic Dairy. Nestlé Nutr Inst Workshop Ser Pediatr Program. 2011;67:131–45.

22. Chanutin A. The fate of creatine when administered to man. J Biol Chem. 1926;67:29–34.

23. Balsom PD, Söderlund K, Ekblom B. Creatine in humans with special reference to creatine supplementation. Sports Medicine. 1994;18(4):268–80.

24. Antonio J. Essentials of Sport Nutrition and Supplements. New Jersey: Humana Press; 2008.

25. Oopik V, Timpmann S, Medijainen L. The role and application of dietary creatine supplementation in increasing physical performance capacity. Biology of Sport. 1995;12(4):197–212.

26. Greenhaff P. The nutritional biochemistry of creatine. J Nutr Biochem. 1997;11:610–8.

27. Burke DG, Chilibeck PD, Parise G, Candow DG, Mahoney D, Tarnopolsky M. Effect of creatine and weight training on muscle creatine and performance in vegetarians. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2003;35(11):1946–55.

28. Ndika JDT, Johnston K, Barkovich JA, Wirt MD, O’Neill P, Betsalel OT, et al. Developmental progress and creatine restoration upon long-term creatine supplementation of a patient with arginine:glycine amidinotransferase deficiency. Molecular Genetics and Metabolism. Elsevier Inc.; 2012;106(1):5–11.

29. Smith AE, Fukuda DH, Ryan ED, Kendall KL, Cramer JT, Stout J. Ergolytic/ergogenic effects of creatine on aerobic power. International Journal of Sports Medicine. 2011;32(12):975–81.

30. Kreider RB. Effects of creatine supplementation on performance and training adaptations. Molecular and Cellular Biochemistry. 2003;244(1-2):89–94.

31. Preen D, Dawson B, Goodman C, Beilby J, Ching S. Creatine supplementation: a comparison of loading and maintenance protocols on creatine uptake by human skeletal muscle. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism. Human Kinetics; 2003 p. 97–111.

32. Preen D, Dawson B, Goodman C, Lawrence S, Beilby J, Ching S. Effect of creatine loading on long-term sprint exercise performance and metabolism. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2001 p. 814–21.

33. Cramer JT, Stout JR, Culbertson JY, Egan AD. Effects of creatine supplementation and three days of resistance training on muscle strength, power output, and neuromuscular function. The Journal of Strength & Conditioning Research. 2007;21(3):668–77.

34. Kerksick CM, Rasmussen C, Lancaster S, Starks M, Smith P, Melton C, et al. Impact of differing protein sources and a creatine containing nutritional formula after 12 weeks of resistance training. Nutrition Burbank Los Angeles County Calif. 2007;23(9):647–56.

35. Del Favero S, Roschel H, Artioli G, Ugrinowitsch C, Tricoli V, Costa A, et al. Creatine but not betaine supplementation increases muscle phosphorylcreatine content and strength performance. Amino Acids. 2011;42(6):2299–305.

36. Kreider RB, Ferreira M, Wilson M, Grindstaff P, Plisk S, Reinardy J, et al. Effects of creatine supplementation on muscle power, endurance, and sprint performance. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2002 p. 73–82.

37. Juhász I, Györe I, Csende Z, Rácz L, Tihanyi J. Creatine supplementation improves the anaerobic performance of elite junior fin swimmers. Acta Physiologica Hungarica. 2009;96(3):325–36.

38. Cornish SM, Candow DG, Jantz NT, Chilibeck PD, Little JP, Forbes S, et al. Conjugated linoleic acid combined with creatine monohydrate and whey protein supplementation during strength training. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism. 2009;19(1):79–96.

39. Bender A, Koch W, Elstner M, Schombacher Y, Bender J, Moeschl M, et al. Creatine supplementation in Parkinson disease: a placebo-controlled randomized pilot trial. Neurology. AAN Enterprises; 2003;67(7):882–3.

40. Vorgerd M. Creatine therapy in myophosphorylase deficiency (McArdle disease): a placebo-controlled crossover trial. Arch Neurol. 2000;57(7):956–63.

41. Shefner JM, Cudkowicz ME, Schoenfeld D, Conrad T, Taft J, Chilton M, et al. A clinical trial of creatine in ALS. Neurology. 2004 p. 1656–61.

42. Beal MF. Neuroprotective effects of creatine. Amino Acids. 2011;40(5):1305–13.

43. Noonan D, Berg K, Latin RW, Wagner JC, Reimers K. Effects of varying dosages of oral creatine relative to fat free body mass on strength and body composition. Strength and Conditioning Research. 1998;12(2):104–8.

44. Peeters BM, Lantz CD, Mayhew JL. Effect of Oral Creatine Monohydrate and Creatine Phosphate Supplementation on Maximal Strength Indices , Body Composition , and Blood Pressure. Strength And Conditioning. 1999;13(1):3–9.

45. Terjung RL, Clarkson P, Eichner ER, Greenhaff PL, Hespel PJ, Israel RG, et al. American College of Sports Medicine roundtable. The physiological and health effects of oral creatine supplementation. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2000;32(3):706–17.

46. Vandenberghe K, Goris M, Van Hecke P, Van Leemputte M, Vangerven L, Hespel P. Long-term creatine intake is beneficial to muscle performance during resistance training. Journal of Applied Physiology. 1997 p. 2055–63.

47. Tarnopolsky M, Parise G, Fu M-H, Brose A, Parshad A, Speer O, et al. Acute and moderate-term creatine monohydrate supplementation does not affect creatine transporter mRNA or protein content in either young or elderly humans. Molecular and Cellular Biochemistry. 2003 p. 159–66.

48. Robinson TM, Sewell DA, Casey A, Steenge G, Greenhaff PL. Dietary creatine supplementation does not affect some haematological indices, or indices of muscle damage and hepatic and renal function. British Journal of Sports Medicine. 2000;34(4):284–8.

49. Poortmans JR, Auquier H, Renaut V, Durussel A, Saugy M, Brisson GR. Effect of short-term creatine supplementation on renal responses in men. European Journal Of Applied Physiology And Occupational Physiology. Claridge Press; 1997 p. 566–7.

50. Schilling BK, Stone MH, Utter A, Kearney JT, Johnson M, Coglianese R, et al. Creatine supplementation and health variables: a retrospective study. Medicine & Science in Sports & Exercise. Jossey-Bass; 2001;33(2):183–8.

51. Kim HJ, Kim CK, Carpentier A, Poortmans JR. Studies on the safety of creatine supplementation. Amino Acids. 2011;40(5):1409–18.
52. Antonio J, Uelmen J, Rodriguez R, Earnest C. The effects of Tribulus terrestris on body composition and exercise performance in resistance-trained males. International journal of sport nutrition and exercise metabolism. 2000 Jun;10(2):208–15.


53. Faria Coelho C de, Mota JF, Paula Ravagnani FC de, Burini RC. [The supplementation of L-carnitine does not promote alterations in the resting metabolic rate and in the use of energetic substrates in physically active individuals]. Arquivos brasileiros de endocrinologia e metabologia. 2010 Feb;54(1):37–44.

54. Macaluso F, Morici G, Catanese P, Ardizzone NM, Marino Gammazza A, Bonsignore G, et al. Effect of conjugated linoleic acid on testosterone levels in vitro and in vivo after an acute bout of resistance exercise. Journal of strength and conditioning research / National Strength & Conditioning Association. 2012 Jun;26(6):1667–74.

55. Kamber M, Baume N, Saugy M, Rivier L. Nutritional supplements as a source for positive doping cases? International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism. 2001;11(2):258–63.






Sem comentários:

Enviar um comentário